Intolerância Religiosa: o Não ao Preto e a Sua Descendência

Autores

  • Dalmo Dantas Gouveia

DOI:

https://doi.org/10.47764/e24052002

Palavras-chave:

RELIGIÃO, ANCESTRALIDADE, INTOLERÂNCIA, RACISMO, TERREIRO

Resumo

A partir do século XVI, muitos africanos foram inseridos no Brasil na condição de coisa, sendo que foi constituída, na concepção do povo brasileiro, a ideia de que o preto e a sua descendência não têm valor. Este pensamento, muitas vezes, é desferidoespontaneamente. No entanto, o preto tem usado a religião de matriz africana para despontar a ancestralidade e rejeitar toda opressão sofrida. O presente artigo analisou como a comunidade de Aporá-Ba visualiza o Terreiro de Pai Foguinho, enquanto representante da religiosidade vinculada às religiões de matriz africana. Para tanto, utilizou-se a metodologia qualitativa com apoio do estudo de campo. A pesquisa revelou que os atos de intolerância religiosa não devem ser ignorados, pois neles se encontram o racismo estrutural. Na religião de matriz africana é presença marcante a ancestralidade do preto e direciona seus descendentes com a força para lutarem contra a repressão social, cultural, econômica.

Biografia do Autor

Dalmo Dantas Gouveia

Licenciado em História, Licenciado em Pedagogia, Especialista em História Afro-brasileira, Mestre em Educação, Doutor em Educação, Professor da Educação Básica.

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Publicado

2024-11-16

Como Citar

Dantas Gouveia, D. . . (2024). Intolerância Religiosa: o Não ao Preto e a Sua Descendência. Revista Internacional Educon, 5(2), e24052002. https://doi.org/10.47764/e24052002

Edição

Seção

Artigos