Os (as) Desobedientes Chamados Ciganos e Ciganas: as Relações de Poder e a Marginalização Social em Portugal e no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.47764/e24052004Palavras-chave:
DESOBEDIÊNCIA, PODER, CIGANOSResumo
Este artigo trata dos itinerários de grupos de ciganos ocorridos no território português a partir do século XVI, faz parte da pesquisa de doutoramento da UFSB/PPGES 2020/2024. Aborda sobre a insubordinação às normas hegemônicas do Estado e as medidas legislativas punitivas adotadas especificamente contra estes indivíduos, que inclui da exclusão urbana aos degredos para o Brasil. Nesta linha, expõe-se que muitos ciganos e ciganas tiveram suas vidas narradas a partir de suas andanças diaspóricas segundo o conceito de desobediência e das contracondutas delineadas do ponto de vista de quem escreveu. As discussões teóricas baseiam-se nos autores: Teixeira (1998), Foucault (1987), Fonseca (1996), Moraes Filho (1981), Coelho (1892), China (2004), Carvalho (2005), entre outros. No texto, encontram-se descrições socioeconômicas experienciados por grupos ciganos no Brasil, com ênfase na cidade do Rio de Janeiro, por ser um grande centro portuário da época. De acordo com os ciganólogos e pesquisadores brasileiros, existem muitas ideias equivocadas relacionadas aos modos de vida das pessoas de origem cigana., sendo essencial desconstruir a visão estereotipada de uma cultura que não se rendeu ao projeto dito civilizatório, homogenizador e eurocêntrico.
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