Atos Antirracistas na Educação Básica do Campo Jacuipense: Crianças, Jovens e Griôs de Axé
DOI:
https://doi.org/10.47764/e24052001Keywords:
Abstract
O presente artigo apresenta práticas educativas antirracistas em duas escolas do campo de Riachão do Jacuípe na Bahia. Ensejamos atos antirracistas descolonizadores do saber/pensar/ser/viver centrados na legislação (Brasil, 2003, 2008; Bahia, 2022) e na pedagogia griô (Pacheco,2006,2015). De uma pesquisa-ação, fruto do projeto interdisciplinar Batuques de Ancestralidade e do projeto E-books Pedagogia Griô Contação de Histórias, nasceu este estudo, cujos resultados demonstraram que as práticas pedagógicas alinhadas ao protagonismo étnico-racial, promoveram atos de currículo insurgentes e decolonizantes, a exemplo das rodas de contação de histórias, rodas de diálogo embaladas na palavra da contadora velha griô, nas experiências fílmicas, nos desenhos e poesias, nas descobertas de personalidades negras, no encontro com os mestres griôs da comunidade campesina chapadense. Somando-se a isso, o fortalecimento e (re) conhecimento das identidades infantis e juvenis se potencializaram vivência da ancestralidade e às aprendizagens sobre escuta, reverência, referência aos mais velhos griôs; Atos de currículo antirracistas eivados de axé foram vividos intensamente por crianças e jovens da educação fundamental e do ensino médio desafiando uma educação do campo diversa para as relações étnico-raciais cada vez mais autênticas e insurgentes.
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