Ensino Remoto na Educação Infantil: Pontos e Contrapontos
DOI:
https://doi.org/10.47764/e22031013Keywords:
Abstract
A presente investigação objetiva suscitar o diálogo entre o ensino remoto e a educação infantil, discutindo as suas implicações no desenvolvimento integral das crianças menores de 06 anos, no que concerne aos aspectos físicos, sociais, psicológicos e cognitivos. Com o intuito de promover esse debate, o artigo pautou suas reflexões em uma concepção de aprendizagem sociointeracionista (Vygotsky, 2009) em diálogo com as propostas pedagógicas das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (Brasil, 2009) e o seu entendimento de que é por meio das interações e brincadeiras que as crianças aprendem, assumindo o espaço escolar um papel imprescindível neste processo. Nessa perspectiva, desenvolveu-se uma pesquisa de abordagem predominantemente qualitativa, com uma base bibliográfica, enriquecida pela pesquisa de campo, na qual pais/responsáveis de crianças matriculadas na pré-escola, bem como docentes da educação infantil responderam a dois questionários construídos no Google Docs. A partir da análise das respostas, foi possível ter pistas de que a educação remota emergencial não é uma alternativa viável para a educação infantil, pois não inclui a escola como espaço de convivência física, presencial e de compartilhamento de experiências, aspectos essenciais para a aprendizagem de crianças menores de 06 anos.
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