A Formação do Professor de Artes Visuais e as "Competências" Legais

Autores/as

  • Ana Marcia Akaui Moreira Universidade Católica de Santos image/svg+xml Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.47764/e22031009

Palabras clave:

Resumen

Esse artigo - fragmento da pesquisa de doutoramento – objetiva entender a ideia de “competências” presente na atual Resolução CNE/CP No2 de 2019, com relação à formação de professores de Artes Visuais, refletindo sobre a distância que existe entre o apreender e o desenvolver-se no campo das Artes. Acreditando numa formação de professores críticos/reflexivos e com autonomia intelectual e profissional (FREIRE, 1996), me posiciono diante dos fundamentos da Base Nacional Comum da Formação do Professor (BNC – Formação) atrelada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) indicando uma formação cuja ênfase na ideia de “competências” (o que é observado também em documentos orientadores da área econômica para os países em desenvolvimento) certamente, reflete valores da sociedade vigente e traz consequências para os sujeitos que estão sendo formados - em contraposição ao desenvolvimento e ao aprofundamento dos conhecimentos do mundo e das coisas do mundo, por meio do pleno exercício criativo que acreditamos ser uma das finalidades do campo das Artes como direito

Biografía del autor/a

  • Ana Marcia Akaui Moreira, Universidade Católica de Santos

    Doutora em Educação - Universidade Católica de Santos UNISANTOS/SP (2017 a 2021). Mestre em Educação - UNISANTOS/SP (2014 a 2016). Bacharel em Pintura, Escultura e Gravura - Centro Universitário Belas Artes de São Paulo/SP (1987 a 1991). Professora universitária UNISANTOS, UNISANTA e UNIP (2010 a 2017).

Referencias

Bardin, L. (1977) Análise de conteúdo. Trad. Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Edições 70.

Brasil. Ministério da Educação. (2018). Base Nacional Comum Curricular. Ministério da Educação e Conselho Nacional da Educação. Recuperado de http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wpcontent/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf

Carneiro, S. (2019) Vivendo e aprendendo... A “ideologia da aprendizagem” contra a vida escolar. In: Cássio, Fernando. Educação contra a barbárie: por escolas democráticas e pela liberdade de ensinar. Boitempo.

Cellard, A. (2012). Análise Documental (p.295-316). In: Poupart, Jean et al. A Pesquisa Qualitativa:

enfoques epistemológicos e metodológicos (3nd ed.) Tradução de Ana Cristina Nasser. Vozes.

Creswell, J. W. (2007). Projeto de Pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto (2nd ed.) Artmed.

Cury C, Reis M, & Zanardi T. (2018). Base Nacional Comum Curricular: dilemas e perspectivas. Cortez.

Formosinho, J. (2011). Dilemas e tensões da atuação da Universidade frente à formação de profissionais de desenvolvimento humano. In: Pimenta G, Almeida, M. (orgs) Pedagogia Universitária: caminhos para a formação de professores. Cortez.

Freire, P. (1996). Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra.

Freitas, L. (2018). A reforma empresarial da educação: Nova direita, velhas ideias. Expressão Popular.

Hernandez, F. (2000). Cultura Visual, Mudança educativa e projeto de trabalho. Artes Médicas Sul.

Laval, C. (2004). A escola não é uma empresa. O neo-liberalismo em ataque ao ensino público. Tradução de Maria Luiza M. de C. e Silva. Editora Planta.

Ministério da Educação (2019). Princípios básicos da proposta da Base Nacional de formação de professores (BNF – Formação). Recuperado de http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/bnc-professor

Morin E, Viveret P. (2015). Como viver em tempo de crise? (2dn ed.). Bertrand Brasil.

Morin, E. (2017). Repensar a reforma, reformar o pensamento. (4dn ed.) Trad. Eloá Jacobina. Brethrand Brasil.

Nóvoa, A. (1995). Os professores e a sua formação. (2dn ed.). Dom Quixote.

Ostrower, F. (2004). Universos da Arte. (24nd Ed.) Elsevier. (1920-2001).

Pimenta, S. (2005). Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. (3nd Ed.). Cortez.

Resolução CNE/CP Nº 2 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Recuperado de http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2019-pdf/135951-rcp002-19/file

Sacristán, J. (2000). O currículo: uma reflexão sobre a prática. (3dn ed.) Trad. Ernani F. Fonseca Rosa. Artmed.

Saviani, D. (2013). História das Ideias Pedagógicas no Brasil. (4dn Ed). Autores Associados.

Silva, T. (2016). Documentos de Identidade: Uma teoria às teorias do currículo. (3dn ed.). Autêntica.

Publicado

2022-04-15

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

Moreira, A. M. A. (2022). A Formação do Professor de Artes Visuais e as "Competências" Legais. Revista Internacional Educon, 3(1), e22031009. https://doi.org/10.47764/e22031009

Cómo citar

MOREIRA, A. A Formação do Professor de Artes Visuais e as "Competências" Legais. Revista Internacional Educon, v. 3, n. 1, p. e22031009, %2022. DOI: https://doi.org/10.47764/e22031009.

Artículos similares

1-10 de 111

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.