Artigo em periódico · 2024
Intolerância Religiosa: o Não ao Preto e a Sua Descendência
Dalmo Dantas Gouveia
Resumo
A partir do século XVI, muitos africanos foram inseridos no Brasil na condição de coisa, sendo que foi constituída, na concepção do povo brasileiro, a ideia de que o preto e a sua descendência não têm valor. Este pensamento, muitas vezes, é desferidoespontaneamente. No entanto, o preto tem usado a religião de matriz africana para despontar a ancestralidade e rejeitar toda opressão sofrida. O presente artigo analisou como a comunidade de Aporá-Ba visualiza o Terreiro de Pai Foguinho, enquanto representante da religiosidade vinculada às religiões de matriz africana. Para tanto, utilizou-se a metodologia qualitativa com apoio do estudo de campo. A pesquisa revelou que os atos de intolerância religiosa não devem ser ignorados, pois neles se encontram o racismo estrutural. Na religião de matriz africana é presença marcante a ancestralidade do preto e direciona seus descendentes com a força para lutarem contra a repressão social, cultural, econômica.
Metadados
- DOI
- 10.47764/e24052002
- Veículo
- Revista Internacional Educon
- ISSN
- 2675-6722
- Ano
- 2024
- Idioma
- pt
- Tipo
- Artigo em periódico
- Licença
- https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
- Texto completo
- https://doi.org/10.47764/e24052002
- Palavras-chave
- RELIGIÃO · ANCESTRALIDADE · INTOLERÂNCIA · RACISMO · TERREIRO
- Fonte do metadado
- oai, crossref
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