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EDUCON — Grupo de Estudos e Pesquisa Educação e Contemporaneidade

Universidade Federal de Sergipe
Grupo de pesquisa desde 2007 · catálogo sob CC BY 4.0

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Artigo em periódico · 2024

Intolerância Religiosa: o Não ao Preto e a Sua Descendência

Dalmo Dantas Gouveia

Resumo

A partir do século XVI, muitos africanos foram inseridos no Brasil na condição de coisa, sendo que foi constituída, na concepção do povo brasileiro, a ideia de que o preto e a sua descendência não têm valor. Este pensamento, muitas vezes, é desferidoespontaneamente. No entanto, o preto tem usado a religião de matriz africana para despontar a ancestralidade e rejeitar toda opressão sofrida. O presente artigo analisou como a comunidade de Aporá-Ba visualiza o Terreiro de Pai Foguinho, enquanto representante da religiosidade vinculada às religiões de matriz africana. Para tanto, utilizou-se a metodologia qualitativa com apoio do estudo de campo. A pesquisa revelou que os atos de intolerância religiosa não devem ser ignorados, pois neles se encontram o racismo estrutural. Na religião de matriz africana é presença marcante a ancestralidade do preto e direciona seus descendentes com a força para lutarem contra a repressão social, cultural, econômica.

Metadados

DOI
10.47764/e24052002
Veículo
Revista Internacional Educon
ISSN
2675-6722
Ano
2024
Idioma
pt
Tipo
Artigo em periódico
Licença
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
Texto completo
https://doi.org/10.47764/e24052002
Palavras-chave
RELIGIÃO · ANCESTRALIDADE · INTOLERÂNCIA · RACISMO · TERREIRO
Fonte do metadado
oai, crossref

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AU  - Dalmo Dantas Gouveia
TI  - Intolerância Religiosa: o Não ao Preto e a Sua Descendência
PY  - 2024
JO  - Revista Internacional Educon
DO  - 10.47764/e24052002
UR  - https://doi.org/10.47764/e24052002
AB  - A partir do século XVI, muitos africanos foram inseridos no Brasil na condição de coisa, sendo que foi constituída, na concepção do povo brasileiro, a ideia de que o preto e a sua descendência não têm valor. Este pensamento, muitas vezes, é desferidoespontaneamente. No entanto, o preto tem usado a religião de matriz africana para despontar a ancestralidade e rejeitar toda opressão sofrida. O presente artigo analisou como a comunidade de Aporá-Ba visualiza o Terreiro de Pai Foguinho, enquanto representante da religiosidade vinculada às religiões de matriz africana. Para tanto, utilizou-se a metodologia qualitativa com apoio do estudo de campo. A pesquisa revelou que os atos de intolerância religiosa não devem ser ignorados, pois neles se encontram o racismo estrutural. Na religião de matriz africana é presença marcante a ancestralidade do preto e direciona seus descendentes com a força para lutarem contra a repressão social, cultural, econômica.
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