Dança e Educação: um paradoxo sob a ótica do documento escrito
DOI :
https://doi.org/10.47764/e25061003Mots-clés :
Résumé
A invisibilidade histórica da dança é uma questão urgente e a historiografia tradicional ainda é insuficiente para discuti-la. Assim, este artigo propõe um caminho analítico: estudar a dança historicamente através de documentos oficiais, inclusive registros de censura, pois a historicidade é um componente crítico para a formação de professores, especialmente para aqueles que atuam com as artes e a dança. Essa premissa se baseia na ideia de que as fontes históricas refletem os valores sociais de sua época e, apesar da aparente contradição, possibilitam a superação do paradigma de que não seria possível compreender a dança através dos documentos públicos, uma vez que estes não traduziriam seus movimentos corporais. Propõe-se, no entanto, observá-la sob a ótica do corpo-mídia, reconhecendo a sua natureza cultural, bem como sua historicidade, a partir da relação que estabeleceu com seu meio, deixando, indiretamente, impressas algumas de suas características para além do corpo de quem a executou. Para tanto, três núcleos analíticos se impuseram: (a) a necessidade de uma ótica diferenciada para o documento escrito e suas possibilidades de pesquisa; (b) a análise da dança sob a ótica histórica; e (c) o caráter pedagógico da dança e seus desafios diante da BNCC. Por fim, a partir deste debate, propõem-se considerações para as políticas públicas na interface arte-educação.
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