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EDUCON — Grupo de Estudos e Pesquisa Educação e Contemporaneidade

Universidade Federal de Sergipe
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Artigo em periódico · 2024

Aprender é Entrar no Mundo Humano e nele Produzir-se como sendo Humano (A Educação como Fundamento Antropológico)

Bernard Charlot

Resumo

A criança nasce hominizada, mas não humanizada. Ela nasce em um mundo que milhares de gerações humanas anteriores produziram, criando inúmeras mediações instrumentais e simbólicas. Ela se torna humana entrando neste mundo e aprendendo, ou seja, apropriando-se de algumas dessas mediações. Ela é capaz de fazer isso porque nasceu hominizada, um membro da espécie Sapiens, provida de um genoma que tem a especificidade de ser um dispositivo de aprendizagem. O processo antropológico que articula hominização e humanização chama-se educação e possibilita a própria existência de uma espécie humana. Aprender é entrar no mundo humano, como confirmam pesquisas de campo. É uma longa aventura e hoje a questão é levantada de saber se ainda tem futuro. Precisamos de uma Nova Utopia Antropológica.

Metadados

DOI
10.47764/e24051001
Veículo
Revista Internacional Educon
ISSN
2675-6722
Ano
2024
Idioma
pt
Tipo
Artigo em periódico
Licença
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
Texto completo
https://doi.org/10.47764/e24051001
Palavras-chave
APRENDER · EDUCAÇÃO COMO PROCESSO ANTROPOLÓGICO · HUMANIZAÇÃO
Fonte do metadado
oai, crossref

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PY  - 2024
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AB  - A criança nasce hominizada, mas não humanizada. Ela nasce em um mundo que milhares de gerações humanas anteriores produziram, criando inúmeras mediações instrumentais e simbólicas. Ela se torna humana entrando neste mundo e aprendendo, ou seja, apropriando-se de algumas dessas mediações. Ela é capaz de fazer isso porque nasceu hominizada, um membro da espécie Sapiens, provida de um genoma que tem a especificidade de ser um dispositivo de aprendizagem. O processo antropológico que articula hominização e humanização chama-se educação e possibilita a própria existência de uma espécie humana. Aprender é entrar no mundo humano, como confirmam pesquisas de campo. É uma longa aventura e hoje a questão é levantada de saber se ainda tem futuro. Precisamos de uma Nova Utopia Antropológica.
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